domingo, 22 de julho de 2012

22 - Santa Fé de Antioquia

Desisti de seguir a ordem das postagens. Com o tempo publico os posts de 34 até 23.

Pois bem. Estamos no verão aqui na Colômbia e por esses dias têm chegado os "Summer Trainees" da AIESEC. Eles participam dos programas de intercâmbio social e de curto período (1 a 3 meses). Desses, os que estão trabalhando em uma ONG em Los Pomos, fizeram um convite a toda a comunidade para conhecer Santa Fé de Antioquia (uma das primeiras cidades da Colômbia e conhecida como cidade Mae). Apenas eu, uma russa e um casal da AIESEC nos juntamos ao grupo que tinha como programação conhecer a cidade pela manha e passar a tarde em um parque aquático.

 Praça e igreja principais de Santa Fé de Antioquia
 (a igreja estava em restauração e essa foto é da Wikipédia)

Combinamos de nos encontrar no terminal norte de Medellín na sexta-feira, 20 de julho, dia de independência da Colômbia, as 6:30 da manha.  Cheguei as 6:50 e todos já estavam aí. Olga (russa), me apresentou ao grupo: Simone, Sara e Marianna (Itália); Joao (Brasil); Eric (Taiwan); Laura (México); Melissa e Juan (Colômbia). Éramos 10. Saímos as 7:20. Chegamos as 9:00. Fizemos um city-tour meia boca pela pequena cidade e enquanto descansávamos em uma de suas praças um belga couchsurfer se aproximou do grupo procurando fazer amizade. Conseguiu e logo estávamos todos indo em direção a uma ponte famosa localizada a 4 quilômetros do centro, El Puente Del Occidente. 

 Puente del Occidente
 (Laura, Sara, o belga (de amarelo) e Simone)

Dividimos o grupo em 4, pois os táxis da cidade são na verdade motos adaptadas para carregar no máximo 3 pessoas e saímos em uma espécie de comboio rumo a ponte. Tiradas as fotos, alguém teve a brilhante ideia de irmos nesses mesmos táxis até o parque aquático (a 45 minutos de distância em ônibus). A ideia seria brilhante se não fosse drástica, ao menos para o meu grupo. Acontece que nossa moto era meio que uma motoca e isso nunca desenvolvia uma velocidade decente. Não demos tanta importância, pois a aventura da coisa nos tirou a atenção do desconforto que seria e partimos. Dessa vez numa espécie de corrida maluca. Cada um por si. Fomos os últimos a voltar da ponte, os primeiros a sair da cidade e os últimos a chegar ao parque.

 Motocabs
 (Eric e João)

Os primeiros que passaram por a gente foram o brasileiro e o taiwanês. Uns 15 minutos depois que saímos da cidade. Eles tinham parado para abastecer. Com uns 40 minutos o casal de colombianos passa numa velocidade de dar inveja em plena subida. Chegaram a entrar na cidade para deixar o belga por lá. E com aproximadamente 1 hora de viagem passam Sara, Simone e Laura que tinham parado na cidade para tomar café e comer qualquer besteira. Eu, Olga e Marianna, sem parar em nenhum momento, chegamos com 1h e meia de viagem. O percurso tinha muitas subidas e nesses momentos praticamente podíamos descer da moto, esticar as pernas e voltar para a moto sem nenhum problema.

No parque, curtimos as piscinas, os tobogãs e o descanso do dia-a-dia. E, apesar dos desaparecimentos das pessoas, tudo ocorreu bem. Primeiro a mexicana sumiu e ninguém se importou por achar que ela estaria com outro alguém: o famoso "eu pensei que ela tava com você". As 17:30 foi a vez de Simone e Sara sumirem bem na hora de nos arrumarmos para voltar. Dessa vez nos demos conta, pois Laura, a namorada de Simone (que é um homem rs) estava com as roupas enxutas dele e Marianna com as de Sara. Anyway, por volta das 18:15 pegamos o ônibus de volta a Medellín e logo o metrô para as nossas casas.

Mais fotos no facebook: Pueblitos

Parque de Los Tamarindos


domingo, 20 de maio de 2012

31 - Quito - Parte I

Decidi na louca fazer uma viagem pro Equador entre os dias 16 e 21 de Maio, pra aproveitar o feriado de "La Ascensión del Señor". Joguei na Wikipédia pra ver do qe se tratava esse dia e diz que "para o consenso da maioria dos cristãos, a doutrina da Ascensão afirma que o corpo de Jesus, depois de quarenta dias da sua ressurreição, na presença dos apóstolos, ascendeu aos céus onde se encontrou na presença de Deus Pai, não só em espírito, mas também em sua pessoa humana."

A passagem de ida ficou pro dia 16 (quarta-feira), as 18:25 e no maldito aeroporto internacional, que fica a mais de uma hora do centro de Medellín. Tive que pedir permissão para sair do trabalho mais cedo e ainda faltar a quinta e sexta (#abusei). Enfim, passei pela migraçao, ganhei meu carimbo \o/, decolei, aterrisei, migraçao em Quito, outro carimbo \o/², e fui buscar informações. Eram pouco mais das 8 da noite e tive sorte em encontrar o "quiosque i" aberto. Peguei os folhetos e guias turísticos que me interessaram e saí à procura da metrovia. 

Rodei, rodei, rodei e nada de encontrar a maldita metrovia. Apelei pro coletivo linha "sei lá da peste, não conheço nada dessa cidade, quero é ir pra alguma parte mais centralizado pois aeroportos geralmente ficam afastados da cidade". Quito não era exceção, seu aeroporto ficava no extremo norte. Assim que peguei um ônibuss que fosse na direção sul. Me impressionei com o preço da tarifa, 25 centavos de dolár e acabei descendo uns 5 pontos depois, numa espécie de terminal, chamado La "Y". Peguei um outro coletivo, agora já mais localizado no mapa rumo a casa do meu host. Desci no setor que me foi indicado por ele, La Mariscal, e comecei a buscar pelo endereço. 

Rodei, rodei, rodei e nada de encontrar a maldita direção. Pra piorar, ligava pra ele e ele não me atendia. Estava escuro, as ruas eram estranhas e comecei a ficar apreensivo, rs. Fui atrás de internet. Encontrei num hostel e ai tentei contato on-line. Nada. Escrevi uma mensagem pra ele explicando a situação e resolvi passar a noite no hostel mesmo. Sem vagas (y). Mas a tiazinha do hostel me indicou um outro, do seu filho, que ficava no centro e que como ela estava indo para lá em instantes, poderia me levar. Eu fui. Me cobraram 8 doláres pelo quarto privado e com banheiro. Cito os preços em dolár pois, pra quem não sabe, essa é a moeda local.



Acordei cedo, peguei o mapa e fui fazer um city-tour pelos pontos turísticos. Depois do almoço voltei pro hostel para pegar minhas coisas e não ter que pagar outra diária e, com a bagagem nas costas, fui em direçao a um vulcão inativo que fica, tipo assim, dentro da cidade, em seu extremo oeste. Dizem que do alto desse vulcão, de nome Pichincha, dá pra ver outros três nos arredores da cidade. Cheguei na base do morro em ônibus e segui subindo à pé por uns 20 minutos desde a entrada do parque até o teleférico. Tudo isso pra ser informado que o teleférico, hoje, estava desativado para manutenção (y). Sempre que lembro xingo mentalmente a filha da puta da entrada do parque que, vendo que eu ia subir o troço a pé, nem sequer me avisou que estaria fechado. Malparida!



Já eram umas 3 horas da tarde fui conhecer outras regiões da cidade. No início da noite fui pra Zona Rosa, conhecer um pouco da vida noturna. Descobri que já a conhecia sem saber do que se travava devivo as minhas andanças à procura do endereco do host que nunca me respondeu. Por volta das 21h peguei um taxi ruma a rodoviária e logo o ônibus das 22:45 rumo a Cuenca.



(Continua...)


domingo, 22 de abril de 2012

35 - Bogotá - Parte III

Caso ainda não tenha lido a parte I e II, recomendo que o faça.

07 de abril - Sábado

Durante o dia não fiz nada demais além de ir a rodoviária comprar a passagem de volta a Medellín e conhecer um outro shopping de Bogotá. Já pela noite eu e Juan fomos para a casa de David onde fizemos uma macarronada com queijo e presunto ao molho branco e depois saímos pra #night. Fomos pra maior #discoteca da Colômbia com direito a nove ambientes, terraço com piscina e open bar. E nem cheguei a ficar tão bêbado =/. Mas dançamos muito e super curti a noite.


08 de abril - Domingo

Hoje fomos ao mirante de Bogotá, o Cerro de Monserrate. Trata-se de um morro com acesso através de caminhada, trem ou teleférico. Subimos em trem e descemos em teleférico a pesar de termos ido arrumados para a caminhada. O clima nublado nos desistimulou. No topo, além da incrível vista de boa parte da cidade, há um percurso que conta a história de Cristo desde sua setença de morte até a ressureição que leva a uma igreja e uma área com pequenos cafés e uma feirinha de artesanatos. Parece que o clima só estava esperando eu terminar de tirar as fotos para mandar chuva.


Depois iniciamos uma busca por um restaurante para almoçarmos, Juan indicou um vegetariano que estava fechado e David indicou um outro, também fechado. Acabamos indo comer na praça de alimentação de um outro centro comercial. Escolhemos um restaurante especializado em arroz - Arrocería. Muito bom. Escolhemos três pratos diferentes, cada um de um determinado país. Infelizmente já não lembro as nacionalidades escolhidas, só lembro que o meu foi o mais saboroso.

Me despedi de David, voltei pra casa de Juan, me despedi dele e fui para a rodoviária pegar o ônibus de volta à rotina em Medellín. Acabei levando comigo além das lembranças uma gripe devido, creio, a mudança brusca de temperatura. Essa me acompanou durante umas duas semanas e aquelas as tenho até hoje.

domingo, 15 de abril de 2012

36 - Bogotá - Parte II

Se ainda não leu a parte I, aconselho que o faça.

06 de Abril - Sexta-feira Santa

Um dos pontos negativos de ter vindo nesse feriado para Bogotá é o fato da maioria das coisas estarem fechadas. Decidi nessa sexta, então, conhecer o centro da cidade e arredores. Nada muito diferente dos centros das grandes cidades: uma mistura de construções antigas e modernas, muita gente circulando e outros gritando no intuito de chamar a atenção para seu produto. Uma praça central onde se encontra as mais imponentes construções a exceção da sede do governo e casa presidencial, o Palácio de Nariño que estava ali próximo.

Além disso, passei pela porta fechada de alguns museus (rs) e conheci algumas igrejas. Destaco a igreja que possui uma estátua de Jesus Cristo de cabelo cumprido. Dizem que o cabelo dele começou a crescer a algum tempo e Juan me confirmou ao dizer que da última vez que tinha visto a imagem o cabelo estava na altura da cintura e agora já bate na bunda. Ele comentou algumas outras peculiaridades das igrejas como o fato de existirem 4 numa mesma praça mas infelizmente não lembro de nenhuma outra, afinal não é um tema que me chame a atenção.



Almoçamos no Crespes & Waflles. Primeira vez que como na franquia e me apaixonei. Muito boa a comida e o ambiente em geral. É meio custoso mas nada absurdo. Vale a pena. Depois nos encontramos com Sara e David. Tínhamos combinado de irmos assistir uma outra apresentação de teatro em um centro comercial que fica no extremo norte da cidade, do tipo que eles que são de lá nunca foram. Para tanto, utilizamos o sistema de transporte massivo de Bogotá - o Transmilênio. Aqui, ao contrário de Medellín, não tem metrô e pra suprir tal carência existe um sistema integrado de ônibus "sanfona". Depois de uma transferência de linha e cerca de uma hora, chegamos. A peça já tinha começado e não conseguimos encontrar um bom lugar pra assistir. Resolvemos, então, passear pelo shopping e acabamos por descubrir um Crespes & Waflles especializado em sobremesas aí localizado. Aproveitamos.



Já estava escuro quando voltamos para a cidade.

domingo, 8 de abril de 2012

37 - Bogotá - Parte I

Quinta e sexta feira (05 e 06 de abril) são dias santos e, consequentemente, feriados nesse país tão católico. Aproveitei para conhecer a capital da Colômbia, Bogotá. Comprei a passagem de ida em ônibus e com certa antecedência para garantir vaga. Me valeu 65 mil pesos por um trajeto de 450km e 10 horas. Obs: Aracaju - Gandu (Bahia) são 490 km e 6h de viagem e nós ainda reclamamos do excesso de curvas nas estradas brasileiras sem ter noção do quanto nosse relevo é gentil com a gente.

Saí de Medellín na quarta e, como de praxe, pela noite, para dormir todo o percurso. Cheguei em Bogotá por volta das 8h da manhã da quinta feira e o meu host foi me buscar na rodoviária. Primeira vez que peço couch fora do Brasil e encontrei um rapaz "muy amable" no Couchsurfing, Juan Lopez. Me ofereceu café da manhã todos os dias e me acompanhou pela cidade mostrando alguns dos pontos turísticos além de curtir cultura. Por sorte, nesses dias estava rolando o XIII Encontro Iberoamericano de Teatro e pude conferir algumas das atrações.


No meu primeiro mês aqui nesse país, conheci uma guria ex-AIESEC'er que acabou se mudando a trabalho para Bogotá. Aproveitei e a convidei para sair com a gente. Juan convidou um amigo seu do CS também e todos fomos ao parque Tunal onde estava ocorrendo durante todo o dia várias apresentações de teatro de rua. Assistimos um grupo de música e dança que tocou algumas músicas brasileiras, uma intercenção artística cujo o propósito não ficou muito claro mas ficou legal e um grupo de música e teatro muito bom e que apesar do espanhol, me proporcionou algumas risadas e uma pitada de drama.


Em seguida, fomos a um centro comercial que tinha ali perto para tomar um cafezinho. Fazia cerca de 15° e o café caiu super bem. Logo pegamos um coletivo rumo a um meeting # de CS para o qual fui convidado. Infelizmente Sara não pode nos acompanhar e seguiu no bus quando nós três descemos na nossa parada. O sistema de transporte público de Bogotá não é dos melhores e por isso ainda tivemos que pegar um taxi para poder chegar no local de encontro ou teríamos que camihar um bocadinho. Os taxis, por sua vez, super baratos em comparação com os de Aracaju.

Eram 7 da noite e algumas pessoas já se encontravam no local de encontro. O dono do apartamento para o qual íamos, entretanto, ainda não tinha chegado. Alguns minutos fazendo a social e quando todos já se encontravam aí fomos ao supermercado comprar os comes e bebes e, pra variar, ingrediente pra fazer caipirinha. Nunca fiz caipirinha no Brasil mas aqui estou virando um expert. Todos deduzem que por ser do Brasil sei fazer caipirinha e sambar. E dão sorte porque eu sei mesmo =*. Mas nem todo brasileiro é assim. Mais tarde nessa noite, claro, me pediram pra sambar. xD

Meetings de CS tratam-se de eventos onde alguem convida outros CS's a participar de alguma programação com o intuíto de interagir e intercambiar experiências e culturas ou simplesmente se divertir. Esse tratava-se de uma noite para jogarmos Wii, ou pelo menos essa foi a desculpa pois o que menos fizemos foi jogar. Ficamos aí conversando, bebendo e ouvindo música. Me diverti muito e fortaleci a amizade com Juan e David. Acredito que eles foram meus primeiros amigos aqui e infelizmente são de outra cidade. Tsc. Tarde da noite voltamos pra casa e assim terminou minha quinta-feira # santa. AHAHAHAHAHA


domingo, 1 de abril de 2012

38 - Rio Claro - Parte II

Sábado - Caminhada

Recebemos um mapa indicando os pontos acessíveis do rio (praias), os mirantes e o local de um salto de 10 metros. Infelizmente o salto era logo no inicio da caminhada e não estava afim de fazê-la todo molhado e Roberth, medroso que só ele, tão pouco me estimulou. Não pulei. Seguimos pela trilha em busca dos pontos no mapa. Destaco duas praias, um ponto meio que cavernoso e a trilha em si que apesar de fácil era bonitinha. Quando voltamos já tinha começado a escurecer. Ao chegar ao acampamento, banho, jantar e cama.



Domingo - Rafting

20 mil pesos, 3 horas de duração e nível de dificuldade 1. Até crianças de três anos podiam descer o rio. Creio que em uns quatro momentos a correnteza ficou boa o suficiente pra nos chocarmos contra (esqueci come se chama a "parede" do rio xD). A maior parte do tempo andávamos super lento admirando a paisagem ou estávamos remando pra direcionar melhor o barco, evitar choques ou não encalhar. Encalhamos três vezes. Havia ainda meio que uma competição entre os botes. Acontece que saíam 8 de uma vez só daí rolava ultrapassagens e guerra de água. Claro, fiquei num bote com cinquentões e uma criança. Fomos os últimos a chegar. Hehehehehe. Em algum momento pouco depois da metade do percurso fizemos uma parada num local estratégico. Estilo uma caverna em meia lua para tomar fotos, descanso e apreciar a paisagem. Não tomei uma foto sequer. Acontece que a organização das atividades recomenda tão intensamente não portar câmera com o discurso que tudo se molha ao ponto de quase dizer que é proibido. Puro enxame que só percebi quando já era tarde demais. Enfim, ao final do percurso havia um pau de arara com reboque (para os botes) para nos levar de volta ao El Refúgio.

No dia seguinte iríamos fazer a caverna, atividade para qual exigiam o uso de lanterna. Quem não tinha podia comprar com eles por 16 mil pesos. Antes fomos dar uma olhada no supermercado do "vilarejo" onda havia e compramos por 12. Aproveitei e comprei também uma vasilha térmica para proteger a câmera durante o percurso (tocava atravessar rio a nado e talz e rolava a mesma recomendação de não levar câmera pois tudo se molha e aqui eram ainda mais veementes). Acampamento, banho, janta e cama. Cama e chuva, muita chuva, muita chuva mesmo. Durante a noite senti água pelo braço e acordei. Meio que alagou o terreno e a água entrava pela costura da barraca. Isso que dá comprar uma barraca de tão mal qualidade rs. Mas como era pouca a água, coloquei duas camisas nos cantos e resolveu o problema, esse problema, pelo menos. Voltei a dormir.



Segunda - Caverna?

O rio não era mais claro, o dia estava nublado e a atividade de hoje suspensa até segunda ordem. O nível do rio subiu muito devido as chuvas e não era seguro prosseguir. Disseram para que voltássemos por volta de meio dia para ver se rolava. Voltamos quase duas e o que encontramos foi um anúncio dizendo que não haveria mais Caverna nesse dia. O rafting e a tirolesa, entretanto, estavam funcionando sem problemas. Muito triste isso. Se tivéssemos  nos planejado diferente teríamos feito Caverna no dia anterior e o Rafting numa correnteza um pouco mais interessante. Decidi que tenho que voltar em um outro momento pra fazer a atividade que ficou pendente,. Nos arrumamos e fomos pro ponto pegar um ônibus de volta a Medellín. Creio que por volta de 4 e meia partirmos e dessa vez a viagem não me cansou tanto pois dormi quase que todo o tempo. Rodoviária, estações de metrô, rua, casa.


domingo, 25 de março de 2012

39 - Rio Claro - Parte I

Então, depois de um período de silêncio em decorrência de preguiça e/ou falta de estímulo de continuar postando, vou voltar a ativa de onde parei.

O último fim de semana (em relação a data teórica desse post) fui para uma reserva natural que fica localizada entre Medellín e Bogotá. São 4 e 5 horas de distância, respectivamente. A reserva conta com uma empresa (EL Refugio) para oferecer serviços de hospedagem, alimentícios e de entretenimento. Dentre as modalidades de hospedagem optei por camping uma vez que é a mais estimulante e a menos custosa - 10.000 pesos a diária por pessoa. Um amigo dos encontros de português, Roberth, resolveu ir também.

No sábado às 7 da manhã nos encontramos na estação de metrô Caribe, com frente ao terminal rodoviário Norte de Medellín. Conseguimos passagem apenas para às 9 numa topic com aleatórios de três gerações de uma família. Nesse meio tempo aproveitei para tomar café da manhã. Com algum atraso, pra variar, saimos rumo a Reserva Natural Cañon Del Rio Claro. As paisagens do caminho são um conforto para uma estrada estremamente sinuosa devido a cordilheira. O carro não desenvolve uma velocidade boa e constante. 153km em 4 horas, not cool at all. Fiquei meio enjuado. 

Aproximadamente no meio da viagem fizemos uma parada em um desses restaurantes de beira de estrata para estirar o corpo e comer/beber alguma coisa. Quando finalmente chegamos, me deparei com uma estrutura turística já bem desenvolvida. Estava imaginando que ia para o meio do mato e talz. Ledo engano. Fizemos o check-in para o camping e logo fomos armar a barraca.


Barraca armada e mudada de lugar três vezes, fomos almoçar do lado de fora do Refúgio. Motivos: a área de camping fica a 1 km de distância da área principal  e à 50 metros da portaria , recebemos uma pulseirinha para sair e voltar a hora que quiséssemos e certamente a comida lá dentro não seria mais barata. Do lado de fora do refúgio, na beira da estrada, havia três restaurantes, uma oficina, um mercadinho, um outro camping e um outro hotel. Nos três dias de estadia - sábado, domingo e segunda (sim, era ponto - feriado religioso movido para uma segunda-feira) - almoçamos nos três restaurantes do lado de fora.

Depois do almoço fomos para a área principal por uma estrata de terra bem conservada que possibilitava o acesso de carros ao "hotel", restaurante e área de entretenimento do refúgio. Haviam 3 atividades disponíveis: rafting, caverna e tirolesa. Não me interessei muito pela tirolesa apesar de serem 3 trechos ao longo do rio e ser a atividade mais barata (12 mil pesos). Resolvemos então no resto da tarde fazer uma caminhada, no domingo o rafting e na segunda a caverna.

Cansei de escrever e quero aproveitar que tem muito assunto para dividir esse post em dois (duas semanas) uma vez que mais pra frente a rotina toma conta da minha vida xD.  Aproveito e não canso vocês também com um post super longo. No próximo. Se quiser conferir mais fotos, quem ainda não viu ou se quiser rever, tem um álbum específico dessa viagem no meu facebook.

Que estes bién.