domingo, 8 de janeiro de 2012

50 - A ida

Como sei que não vou ter 50 surtos de criatividade ao longo dessas 50 semanas de intercâmbio para definir o título de cada postagem, vou apelar para a clássica contagem regressiva e um substantivo qualquer.
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Saí às 4:37 do dia 05 (quinta-feira) de Aracaju num vôo da TAM com destino a Bogotá e conexões em Salvador e São Paulo. No aeroporto de Guarulhos procurei por casas de câmbio que vendessem pesos colombianos¹ e comprei alguns. Ainda em Guarulhos tive o primeiro contratempo: a emigração. Primeiro fizeram eu descartar da minha bagagem de mão um desodorante novinho porque tinha mais de 100ml e deveria ter sido despachado. Depois, no portão de embarque, me informaram que não poderia embarcar porque meu visto² estava com a data de expedição rasurada. Maldita seja a embaixada colombiana por tê-lo rasurado  (um pouco de corretivo e o ano 2011 escrito por cima numa fonte bem pouco maior do que todo o resto). Fiquei apreensivo por algum instante. Quando mostrei que foi feita uma retificação no verso, autenticada, prossegui.

Eram 13h e nada do avião, previsto para sair às 12:50, guardar o trem de pouso. O comandante avisa que devido ao tráfego de aeronaves iríamos demorar cerca de 15 minutos para decolarmos. Voltei a ficar apreensivo. As duas horas que eu teria no aeroporto de Bogotá para pegar o vôo até Medellín tinham sido reduzidas em 25 minutos, sendo otimista. No ar finalmente, não atentei para quantos minutos depois, me preparei para um vôo de 5 horas e meia: travesseiro inflável, música e achar espaço no assento entre as tralhas disponibilizadas pela TAM. No final do vôo o avião ficou andando em círculos porque o aeroporto de BOG estava congestionado. Com 50 minutos de atraso, eu e a minha já amiga apreensão pisamos em solo colombiano.

Fila enorme na imigração, esteira para pegar a mala, papelada, fila do raio-X, balcão de check-in. 6 minutos de atraso. Torci para que o vôo até Medellín também atrasasse, mas foi em vão. Tive que esperar pelo próximo vôo dali a duas horas e, como a culpa foi da TAM, não precisei pagar a multa de 40 mil pesos para trocar a passagem. Quando eu precisei, o vôo pra Medellín não atrasou. Quando eu não precisava, foram 40 minutos de atraso para enfim prosseguir para meu destino final. Assim que o avião saiu do chão, só ouvi o comandante dizer que o vôo tem duração de 55 minutos e dormi até aterrissarmos. Cheguei a Medellín e o pessoal da AIESEC estava no aeroporto à minha espera, há cinco horas. A brasileira Suzana, acompanhada dos colombianos Jose e David, levou-me até a trainee house, minha nova casa. Eram 1:30 da sexta-feira, 3:30 em Aracaju, acordamos o indiano Kunal que abriu a porta, me ensinou onde era meu quarto e foi dormir. Pouco depois eu também fui.

1 - Pesos colombianos: nunca compre-os no Brasil - vai tomar toco que nem eu.
2 - Visto: não é necessário desde que se passe até três meses na Colômbia, o que não era o caso.
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Por hoje é só. Deixarei-os na vontade de saber sobre a Colômbia de fato. =P
E foto? Estava sem máquina.



2 comentários:

  1. Quero ler todos os 50 capítulos... Boa sorte!!!

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  2. Ownn +_+
    Que phoda!
    O texto tá tão criativo e descritivo.
    Gosto bastante de coisas bem detalhadas, talvez por passar por cima delas, rs. Mas ficou mto phoda tudo. Uma maratona essa viagem! Deve ter sido bem emocionante: te fez vivo! =D
    Pq não trocar pesos colombiano no Brasil?

    Ansioso por desrições colombianas à sua moda .^^
    =*

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