Como sei que não vou ter 50 surtos de criatividade ao longo dessas 50
semanas de intercâmbio para definir o título de cada postagem, vou apelar para
a clássica contagem regressiva e um substantivo qualquer.
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Saí às 4:37 do dia 05 (quinta-feira) de Aracaju num vôo da TAM com destino a
Bogotá e conexões em Salvador e São Paulo. No aeroporto de Guarulhos procurei
por casas de câmbio que vendessem pesos colombianos¹ e comprei alguns. Ainda em
Guarulhos tive o primeiro contratempo: a emigração. Primeiro fizeram eu
descartar da minha bagagem de mão um desodorante novinho porque tinha mais de
100ml e deveria ter sido despachado. Depois, no portão de embarque, me
informaram que não poderia embarcar porque meu visto² estava com a data de
expedição rasurada. Maldita seja a embaixada colombiana por tê-lo
rasurado (um pouco de corretivo e o ano 2011 escrito por cima numa fonte
bem pouco maior do que todo o resto). Fiquei apreensivo por algum instante.
Quando mostrei que foi feita uma retificação no verso, autenticada, prossegui.
Eram 13h e nada do avião, previsto para sair às 12:50, guardar o trem de
pouso. O comandante avisa que devido ao tráfego de aeronaves iríamos demorar
cerca de 15 minutos para decolarmos. Voltei a ficar apreensivo. As duas horas
que eu teria no aeroporto de Bogotá para pegar o vôo até Medellín tinham sido
reduzidas em 25 minutos, sendo otimista. No ar finalmente, não atentei para
quantos minutos depois, me preparei para um vôo de 5 horas e meia: travesseiro
inflável, música e achar espaço no assento entre as tralhas disponibilizadas
pela TAM. No final do vôo o avião ficou andando em círculos porque o aeroporto
de BOG estava congestionado. Com 50 minutos de atraso, eu e a minha já amiga apreensão
pisamos em solo colombiano.
Fila enorme na imigração, esteira para pegar a mala, papelada, fila do
raio-X, balcão de check-in. 6 minutos de atraso. Torci para que o vôo até
Medellín também atrasasse, mas foi em vão. Tive que esperar pelo próximo vôo
dali a duas horas e, como a culpa foi da TAM, não precisei pagar a multa de 40
mil pesos para trocar a passagem. Quando eu precisei, o vôo pra Medellín não
atrasou. Quando eu não precisava, foram 40 minutos de atraso para enfim
prosseguir para meu destino final. Assim que o avião saiu do chão, só ouvi o
comandante dizer que o vôo tem duração de 55 minutos e dormi até aterrissarmos. Cheguei a Medellín e o pessoal da AIESEC estava no aeroporto à
minha espera, há cinco horas. A brasileira Suzana, acompanhada dos colombianos
Jose e David, levou-me até a trainee house, minha nova casa. Eram 1:30 da
sexta-feira, 3:30 em Aracaju, acordamos o indiano Kunal que abriu a porta, me
ensinou onde era meu quarto e foi dormir. Pouco depois eu também fui.
1 - Pesos colombianos: nunca compre-os no Brasil - vai tomar toco que nem
eu.
2 - Visto: não é necessário desde que se passe até três meses na Colômbia, o
que não era o caso.
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Por hoje é só. Deixarei-os na vontade de saber sobre a Colômbia de fato. =P
E foto? Estava sem máquina.
Quero ler todos os 50 capítulos... Boa sorte!!!
ResponderExcluirOwnn +_+
ResponderExcluirQue phoda!
O texto tá tão criativo e descritivo.
Gosto bastante de coisas bem detalhadas, talvez por passar por cima delas, rs. Mas ficou mto phoda tudo. Uma maratona essa viagem! Deve ter sido bem emocionante: te fez vivo! =D
Pq não trocar pesos colombiano no Brasil?
Ansioso por desrições colombianas à sua moda .^^
=*